O protocolo FAST e eFAST no trauma busca líquido livre em quatro janelas (hepatorrenal, esplenorrenal, pélvica e pericárdica subxifoide) e, no eFAST, acrescenta a pesquisa de pneumotórax e hemotórax pelo deslizamento pleural, ponto pulmonar e modo M. Na revisão Cochrane de 2018, o ultrassom à beira do leito no trauma fechado teve sensibilidade de 74% e especificidade de 96%: um exame positivo tem grande valor, mas um exame negativo não exclui lesão. Para pneumotórax, a revisão Cochrane de 2020 mostrou sensibilidade de 91% do ultrassom contra 47% da radiografia de tórax em supino, com especificidade próxima de 99% para ambos.
Resumo rápido
- FAST: quadrante superior direito (Morison e borda caudal do fígado), quadrante superior esquerdo (subfrênico, esplenorrenal e polo inferior do baço), pelve (longitudinal e transversal) e pericárdio subxifoide.
- eFAST: soma janelas torácicas anteriores para pneumotórax e as bases (recessos costofrênicos) para hemotórax.
- Positivo no paciente instável muda conduta na hora; negativo no paciente estável pede observação, FAST seriado ou TC.
- O ponto pulmonar confirma pneumotórax (especificidade de 100% no estudo original); o deslizamento presente exclui pneumotórax naquele ponto do tórax.
- O FAST não avalia bem retroperitônio, víscera oca, diafragma nem lesão de órgão sólido sem hemoperitônio.
- Laude cada janela separadamente como positiva, negativa ou indeterminada, com horário do exame.
Protocolo FAST e eFAST: as janelas e a técnica
Paciente em supino, em geral com transdutor convexo de baixa frequência (o setorial serve, sobretudo para o coração). As perguntas são binárias: há líquido livre, derrame pericárdico ou pneumotórax? Não é o momento de caracterizar órgãos.
Quadrante superior direito (hepatorrenal, Morison)
Transdutor na linha axilar média ou posterior, entre o 8º e o 11º espaço intercostal, com o marcador cefálico. Varra todo o espaço entre fígado e rim, e não fique só no centro do recesso. Um estudo de 2017 no West Journal of Emergency Medicine mostrou que a borda caudal do fígado, junto à goteira parietocólica direita, foi a área mais sensível para líquido livre no quadrante superior direito. Inclua também o espaço sub-hepático e a interface com o diafragma: acima dele, procure derrame pleural (hemotórax) e o sinal da coluna (vértebras visíveis acima do diafragma quando há líquido no recesso costofrênico).

Quadrante superior esquerdo (esplenorrenal)
O transdutor fica mais posterior e mais cefálico do que à direita, em geral na linha axilar posterior. Aqui o erro clássico é olhar só o recesso esplenorrenal. Uma análise de 100 FAST positivos em adultos (Critical Ultrasound Journal, 2014) encontrou líquido no quadrante superior esquerdo em 32% dos casos, mas nenhum caso com líquido isolado no recesso esplenorrenal: quando isolado, ele estava no espaço subfrênico ou, mais vezes, junto ao polo inferior do baço e à goteira parietocólica esquerda. Por isso, varra do diafragma até a ponta do baço.
Pelve (retovesical ou retouterina)
Cortes longitudinal e transversal logo acima da sínfise púbica, idealmente com bexiga ainda cheia (antes da sondagem vesical). O líquido aparece atrás da bexiga no homem e no fundo de saco de Douglas na mulher. Reduza o ganho, porque o reforço acústico posterior da bexiga esconde lâminas finas. A janela pélvica costuma ser a que detecta menor volume, como mostra a tabela adiante.
Pericárdio (subxifoide)
Transdutor logo abaixo do processo xifoide, quase paralelo à pele, apontando para o ombro esquerdo, usando o fígado como janela acústica. Procure faixa anecoica entre o pericárdio e o miocárdio, sobretudo junto ao ventrículo direito. Se a janela for ruim (abdome distendido, dor, obesidade), passe para o paraesternal eixo longo. Em feridas penetrantes precordiais, o ultrassom pericárdico teve sensibilidade de 100% e especificidade de 96,9% no estudo multicêntrico de Rozycki (1999).
Janelas torácicas do eFAST: pneumotórax
Com o paciente em supino, o ar sobe para a região anterior. Coloque o transdutor (linear ou convexo) no 2º ou 3º espaço intercostal na linha hemiclavicular e desça pelos espaços anteriores e laterais, nos dois hemitórax. Avalie:
- Deslizamento pleural: o movimento de “vai e vem” da linha pleural com a respiração. Se está presente, exclui pneumotórax naquele ponto (Volpicelli et al., 2012).
- Linhas B e pulso pulmonar: também excluem pneumotórax no ponto examinado, porque só existem com pleura visceral encostada na parietal.
- Modo M: pulmão normal produz o padrão de “praia” (seashore); no pneumotórax, as linhas horizontais em todo o traçado formam o código de barras (sinal da estratosfera).
- Ponto pulmonar: a transição, no mesmo campo, entre área sem deslizamento e área com deslizamento. É o sinal que confirma o diagnóstico: sensibilidade de 66% e especificidade de 100% no estudo original de Lichtenstein (2000).
Janelas torácicas do eFAST: hemotórax
Nas mesmas janelas dos quadrantes superiores, incline o feixe acima do diafragma. Líquido anecoico acima da cúpula, perda da imagem em espelho do fígado ou do baço e o sinal da coluna indicam derrame. No trauma, considere hemotórax até prova em contrário.
Para quem quer aprofundar a semiologia pleural, o artigo comentado sobre as recomendações internacionais de ultrassom pulmonar detalha deslizamento, linhas B e ponto pulmonar.
Sequência sugerida
Não há uma ordem única obrigatória. A diretriz conjunta AIUM/ACEP de 2014 define as janelas, não a ordem. Na prática, adapte a sequência à pergunta clínica:
- Paciente hipotenso ou em parada: comece pelo pericárdio (tamponamento muda conduta em minutos) e pelos pulmões (pneumotórax hipertensivo).
- Trauma abdominal fechado estável: quadrante superior direito primeiro (em geral a janela positiva com mais frequência), depois esquerdo e pelve.
- eFAST completo: pericárdio, quadrante superior direito com base direita, quadrante superior esquerdo com base esquerda, pelve e tórax anterior bilateral.
O exame não deve atrasar a reanimação.
Sensibilidade e especificidade conforme a literatura
| Alvo | Sensibilidade | Especificidade | Fonte |
|---|---|---|---|
| Lesão toracoabdominal no trauma fechado (geral) | 74% | 96% | Stengel et al., Cochrane 2018 (34 estudos, 8.635 pacientes) |
| Mesmo desfecho, só adultos | 78% | 97% | Stengel et al., Cochrane 2018 |
| Mesmo desfecho, só crianças | 63% | 91% | Stengel et al., Cochrane 2018 |
| Lesão abdominal em crianças (FAST) | 35% | 96% | Liang et al., metanálise 2019 |
| Trauma fechado com hipotensão | 100% | 100% | Rozycki et al., 1998 (1.540 pacientes) |
| Derrame pericárdico em ferida precordial | 100% | 96,9% | Rozycki et al., 1999 |
| Pneumotórax: ultrassom | 91% | 99% | Chan et al., Cochrane 2020 (9 estudos, 1.271 pacientes) |
| Pneumotórax: radiografia em supino | 47% | 100% | Chan et al., Cochrane 2020 |
| Ponto pulmonar (pneumotórax) | 66% | 100% | Lichtenstein et al., 2000 |
| Hemotórax: ultrassom | 67% | 99% | Metanálise de 12 estudos, Emergency (Tehran) 2016 |
| Hemotórax: radiografia | 54% | 99% | Mesma metanálise |
Os números variam conforme operador, prevalência, padrão de referência e desfecho (“líquido livre” ou “lesão de órgão”). Para hemotórax, estudos isolados relatam sensibilidade bem maior (96,2% em Ma e Mateer, 1997) do que a metanálise. Em todos, a especificidade é alta e a sensibilidade é o ponto fraco, sobretudo em crianças e no paciente estável.
Volume mínimo detectável
| Estudo | Janela | Volume |
|---|---|---|
| Branney et al., 1995 (100 pacientes, infusão de lavado peritoneal) | Morison, supino | média de 619 mL; só 10% dos examinadores detectaram menos de 400 mL; sensibilidade de 97% com 1 litro |
| Von Kuenssberg Jehle et al., 2003 | Pelve | média de 157 mL (examinador) e 129 mL (revisor); mediana de 100 mL |
A mensagem prática: um FAST negativo logo na chegada pode simplesmente ter sido feito antes de o sangramento acumular volume suficiente. Isso fundamenta o FAST seriado.
Limitações e armadilhas
- Lesão de víscera oca e de mesentério: produz pouco líquido nas primeiras horas e costuma passar despercebida. O FAST não substitui a TC nem a reavaliação clínica.
- Retroperitônio: hematoma retroperitoneal, lesão renal, pancreática, duodenal e fratura pélvica com sangramento extraperitoneal escapam ao FAST. Na fratura de pelve, um FAST negativo não exclui sangramento importante.
- Lesão de órgão sólido sem hemoperitônio: o FAST procura líquido, não a laceração. Lesões contidas ficam invisíveis.
- Falsos positivos: ascite prévia, diálise peritoneal, líquido fisiológico na pelve feminina em pequena quantidade, gordura pericárdica (hipoecoica anterior), vesícula, veia cava ou coleção perinéfrica confundidas com líquido livre.
- Falsos negativos: exame precoce, varredura incompleta (só o centro do Morison, só o recesso esplenorrenal), ganho alto na pelve, bexiga vazia, enfisema subcutâneo atrapalhando as janelas torácicas.
- Deslizamento ausente sem pneumotórax: intubação seletiva, atelectasia, bolhas, aderências ou pleurodese e apneia. Por isso, a ausência de deslizamento é sensível, mas o ponto pulmonar é que confirma.
- Hemopericárdio com ferida pericárdica: o sangue pode drenar para o hemitórax esquerdo e o pericárdio parecer normal; olhe sempre a base esquerda.
Papel no ATLS
No ATLS, o FAST é um adjunto da avaliação primária, ligado à etapa de circulação, como ferramenta rápida para identificar a fonte de sangramento no paciente com instabilidade hemodinâmica. A 10ª edição do ATLS (2018) colocou o FAST e o lavado peritoneal diagnóstico como opções para avaliar o abdome; na prática atual, o FAST substituiu o lavado na maioria dos centros. A 11ª edição adotou a sequência xABCDE, com controle da hemorragia exsanguinante em primeiro lugar, mantendo a lógica de que exames complementares não podem atrasar a reanimação.
A regra prática derivada do ATLS e da literatura:
- Instável com FAST positivo: conduta cirúrgica ou hemostática imediata, sem passar pela TC.
- Instável com FAST negativo: procure outras fontes (tórax, pelve, retroperitônio, ossos longos, sangramento externo) e repita o exame.
- Estável: a TC com contraste é o exame de escolha, independentemente do FAST; um FAST positivo no estável acelera a TC e o contato com a cirurgia.
Para comparar o papel de cada método de imagem, veja também ultrassom, tomografia ou ressonância: quando cada exame é indicado.
FAST seriado
Repetir o exame aumenta a sensibilidade. No estudo de Blackbourne et al. (2004), a sensibilidade do ultrassom inicial para lesão intra-abdominal ou líquido livre foi de 31,1%, subindo para 72,1% no exame secundário feito nas primeiras 24 horas, com especificidade de 99,8% nos dois momentos. Repita o FAST:
- a qualquer piora hemodinâmica ou queda de hemoglobina;
- após reanimação volêmica;
- antes de transferir o paciente ou levá-lo para outro procedimento;
- em protocolos de observação de trauma fechado sem TC imediata.
O que descrever no laudo
O laudo de FAST precisa ser curto, padronizado e reprodutível. A diretriz AIUM/ACEP inclui documentação de imagens como parte do exame. Itens mínimos:
- data, horário e número do exame (inicial ou seriado, por exemplo “FAST 2, 40 minutos após o primeiro”);
- contexto: mecanismo do trauma, estado hemodinâmico, se o exame foi feito antes ou depois de sondagem vesical ou drenagem torácica;
- cada janela separada, como positiva, negativa ou indeterminada (janela inadequada);
- localização do líquido e estimativa semiquantitativa (lâmina, moderado, volumoso), sem prometer volume em mililitros;
- no tórax, lado e sinais: deslizamento, linhas B, modo M, ponto pulmonar e sua localização;
- limitações técnicas (enfisema subcutâneo, obesidade, curativos);
- frase de alcance: o que o FAST não avalia.
Frases-modelo:
- “FAST realizado às 14h20 (exame inicial), em paciente hemodinamicamente estável. Quadrante superior direito: sem líquido livre no espaço hepatorrenal, na borda caudal hepática ou no espaço sub-hepático. Quadrante superior esquerdo: sem líquido livre nos espaços subfrênico, esplenorrenal e junto ao polo inferior esplênico. Pelve: sem líquido livre (bexiga repleta). Pericárdio (subxifoide): sem derrame. Conclusão: FAST negativo. Exame negativo não exclui lesão de víscera oca, retroperitoneal ou de órgão sólido sem hemoperitônio.”
- “Líquido livre anecoico no espaço hepatorrenal e na goteira parietocólica direita, em quantidade moderada. Conclusão: FAST positivo no quadrante superior direito.”
- “Hemitórax direito: ausência de deslizamento pleural e de linhas B nos espaços anteriores, com padrão em código de barras ao modo M e ponto pulmonar na linha axilar anterior. Conclusão: achados compatíveis com pneumotórax à direita.”
- “Janela subxifoide inadequada por distensão gasosa; janela paraesternal eixo longo sem derrame pericárdico.”
Um bom modelo de abdome também ajuda quando o FAST é seguido de ultrassom completo; veja o guia de ultrassom de abdome total e laudo.
Quando escalonar
- TC com contraste: paciente estável com mecanismo de alta energia, FAST positivo ou negativo, dor abdominal, sinal do cinto, fratura de pelve ou costelas baixas, hematúria.
- Cirurgia imediata: FAST positivo no paciente instável, derrame pericárdico em ferida precordial.
- Drenagem torácica: pneumotórax com repercussão clínica ou hemotórax volumoso; pneumotórax pequeno no estável em geral é confirmado e quantificado pela TC.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre FAST e eFAST?
O FAST avalia líquido livre no abdome e derrame pericárdico em quatro janelas. O eFAST (extended FAST) acrescenta o tórax: janelas anteriores para pneumotórax e bases para hemotórax.
FAST negativo exclui lesão abdominal?
Não. Com sensibilidade de 74% no trauma fechado (Cochrane 2018), cerca de um em cada quatro pacientes com lesão tem FAST negativo. No paciente estável, a TC continua necessária quando o mecanismo ou o exame clínico sugerem lesão.
Qual o volume mínimo de líquido livre que o FAST detecta?
Depende da janela e do operador. No Morison, a média foi de 619 mL (Branney, 1995); na pelve, cerca de 100 a 160 mL (Von Kuenssberg Jehle, 2003). Por isso a pelve e a borda caudal do fígado merecem atenção.
O FAST serve para crianças?
Serve, mas com sensibilidade menor: 63% na Cochrane e 35% para lesão abdominal na metanálise pediátrica de 2019. Um FAST negativo em criança tem pouco valor para excluir lesão; o positivo continua útil.
Qual sinal confirma pneumotórax no ultrassom?
O ponto pulmonar, com especificidade de 100% no estudo original. A ausência de deslizamento e o código de barras no modo M são sugestivos, mas podem ocorrer em intubação seletiva, aderências ou apneia.
Conclusão
O protocolo FAST e eFAST é rápido, repetível e muito específico: positivo no paciente instável, ele decide a conduta. Seu limite é a sensibilidade, que cai em crianças, no exame precoce, em lesões de víscera oca e no retroperitônio. Varrer cada janela por inteiro, repetir o exame e laudar janela por janela, com horário, é o que transforma um exame de beira de leito em documento útil para a equipe.
Se você quer um modelo de FAST e eFAST com campo próprio para cada janela, horário do exame e frases padronizadas para positivo, negativo e indeterminado, conheça o UltraLaudo, plataforma de laudos estruturados de ultrassonografia.
Referências
- Stengel D, Leisterer J, Ferrada P, et al. Point-of-care ultrasonography for diagnosing thoracoabdominal injuries in patients with blunt trauma. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2018, CD012669.
- Chan KK, Joo DA, McRae AD, et al. Chest ultrasonography versus supine chest radiography for diagnosis of pneumothorax in trauma patients in the emergency department. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2020, CD013031.
- Branney SW, Wolfe RE, Moore EE, et al. Quantitative sensitivity of ultrasound in detecting free intraperitoneal fluid. Journal of Trauma, 1995;39(2):375-380.
- Von Kuenssberg Jehle D, Stiller G, Wagner D. Sensitivity in detecting free intraperitoneal fluid with the pelvic views of the FAST exam. American Journal of Emergency Medicine, 2003;21(6):476-478.
- Rozycki GS, Ballard RB, Feliciano DV, et al. Surgeon-performed ultrasound for the assessment of truncal injuries: lessons learned from 1540 patients. Annals of Surgery, 1998;228(4):557-567.
- Rozycki GS, Feliciano DV, Ochsner MG, et al. The role of ultrasound in patients with possible penetrating cardiac wounds: a prospective multicenter study. Journal of Trauma, 1999;46(4):543-551.
- Blackbourne LH, Soffer D, McKenney M, et al. Secondary ultrasound examination increases the sensitivity of the FAST exam in blunt trauma. Journal of Trauma, 2004;57(5):934-938.
- Lichtenstein D, Mezière G, Biderman P, Gepner A. The “lung point”: an ultrasound sign specific to pneumothorax. Intensive Care Medicine, 2000;26(10):1434-1440.
- Volpicelli G, Elbarbary M, Blaivas M, et al. International evidence-based recommendations for point-of-care lung ultrasound. Intensive Care Medicine, 2012;38(4):577-591.
- Ma OJ, Mateer JR. Trauma ultrasound examination versus chest radiography in the detection of hemothorax. Annals of Emergency Medicine, 1997;29(3):312-315.
- Application of ultrasonography and radiography in detection of hemothorax: a systematic review and meta-analysis. Emergency (Tehran), 2016.
- Liang T, Roseman E, Gao M, Sinert R. The utility of the focused assessment with sonography in trauma examination in pediatric blunt abdominal trauma: a systematic review and meta-analysis. Pediatric Emergency Care, 2019.
- Lobo V, Hunter-Behrend M, Cullnan E, et al. Caudal edge of the liver in the right upper quadrant (RUQ) view is the most sensitive area for free fluid on the FAST exam. Western Journal of Emergency Medicine, 2017.
- LUQ view and the FAST exam: helpful or a hindrance in the adult trauma patient? Critical Ultrasound Journal, 2014;6(Suppl 1):A3.
- American Institute of Ultrasound in Medicine; American College of Emergency Physicians. AIUM practice guideline for the performance of the focused assessment with sonography for trauma (FAST) examination. Journal of Ultrasound in Medicine, 2014;33(11):2047-2056.
- American College of Surgeons, Committee on Trauma. Advanced Trauma Life Support (ATLS) Student Course Manual. 10ª edição, 2018; 11ª edição, 2025.
Conteúdo educativo destinado a profissionais de saúde. Não substitui o julgamento clínico, os protocolos institucionais de trauma nem a avaliação individual de cada paciente.

Deixe um comentário