Achados incidentais no ultrassom: cisto no rim, hemangioma, cisto no ovário e quando se preocupar

Ilustração em tons de verde-azulado de órgãos do abdome com transdutor de ultrassom e pequenos cistos destacados, representando achados incidentais

Achado incidental é qualquer alteração que aparece no ultrassom sem ter relação com o motivo do exame. Os mais comuns são o cisto simples no rim, o hemangioma e o cisto no fígado, o cisto simples no ovário, o nódulo de tireoide, o pólipo de vesícula, a pedrinha no rim e, mais raramente, um nódulo na adrenal. A grande maioria é benigna e, em geral, não precisa de tratamento nem de controle. O que define se vale acompanhar é o aspecto da lesão, o tamanho e o contexto do paciente (idade, menopausa, doenças e sintomas). Para padronizar essa decisão, o Colégio Americano de Radiologia (ACR) e a Society of Radiologists in Ultrasound (SRU) publicaram recomendações específicas para cada órgão.

Este guia responde às dúvidas mais frequentes, explica quando o achado pode ser deixado de lado e quando merece seguimento, e sugere o que perguntar ao médico.

O que é um achado incidental?

É uma lesão encontrada por acaso, em um exame pedido por outro motivo, em uma pessoa sem sintomas ligados a ela. Em inglês se usa o termo incidentaloma. Um exemplo clássico: a pessoa faz ultrassom de abdome por dor no estômago e o laudo mostra um cisto de 2 cm no rim.

Achados incidentais são muito comuns. O desafio é equilibrar dois riscos:

  • Deixar passar uma lesão que realmente precisa de atenção.
  • Investigar demais uma lesão inofensiva, gerando ansiedade, exames repetidos, custos e até procedimentos desnecessários.

O que são os white papers do ACR?

O ACR Incidental Findings Committee publica, desde 2010, documentos de consenso chamados white papers, com algoritmos para o manejo de achados incidentais em rins, adrenais, fígado, pâncreas, vesícula e vias biliares, anexos (ovários) e tireoide, entre outros. A maior parte foi escrita pensando em tomografia e ressonância, mas a lógica vale para o ultrassom: lesão com aspecto tipicamente benigno não precisa de seguimento, e lesão indeterminada é caracterizada conforme o risco do paciente. Para alguns órgãos existem documentos próprios do ultrassom, como o consenso da SRU para cistos anexiais (2019), o O-RADS US do ACR e o consenso da SRU para pólipos de vesícula (2022).

Resumo: o que costuma precisar de controle

Achado Em geral NÃO precisa de seguimento Em geral merece conversa sobre seguimento ou outro exame
Cisto no rim Cisto simples típico (anecoico, parede fina, reforço posterior) Septos espessos, parede irregular, componente sólido ou fluxo ao Doppler
Cisto no fígado Cisto simples típico Septos, nódulo na parede, conteúdo sólido
Hemangioma Aspecto típico em pessoa de baixo risco Aspecto atípico, cirrose, hepatite B ou câncer conhecido
Cisto no ovário Simples, até 3 cm antes da menopausa; até 1 cm após a menopausa Simples maior que 5 cm antes da menopausa ou maior que 1 cm depois; qualquer componente sólido
Nódulo de tireoide TI-RADS 1 e 2 TI-RADS 3 a 5, conforme o tamanho
Pólipo de vesícula Pediculado até 9 mm; séssil até 6 mm, sem espessamento focal da parede Pólipos maiores, crescimento rápido ou espessamento focal da parede
Nódulo na adrenal Menor que 1 cm 1 cm ou mais: caracterizar com tomografia ou ressonância

Os limites vêm das diretrizes citadas nas referências e podem ser adaptados pelo médico ao caso de cada paciente.

Cisto no rim

O cisto renal simples é uma “bolha” de líquido no rim, muito comum a partir dos 50 anos. No ultrassom ele aparece anecoico (totalmente preto), com parede fina e lisa, contorno regular e reforço acústico posterior (a área atrás dele fica mais clara). Com esse aspecto, é benigno e, em geral, não precisa de controle, qualquer que seja o tamanho, salvo se causar sintomas.

A classificação de Bosniak, revisada em 2019, organiza as lesões císticas do rim de I a IV conforme a complexidade. Ela foi desenhada para tomografia e ressonância, mas no ultrassom costuma-se dizer que o cisto simples típico corresponde a um Bosniak I e que cistos com poucos septos finos ou pequenas calcificações finas se comportam como Bosniak II, ambos benignos. Quando o cisto tem septos espessos, parede irregular, nódulo ou fluxo ao Doppler, ele deixa de ser simples e, em geral, se indica tomografia, ressonância ou ultrassom com contraste.

Ultrassom do rim mostrando cisto cortical anecoico com reforço acústico posterior e, ao lado, ultrassom com contraste sem realce da lesão, cisto simples Bosniak I
Figura 1. Cisto renal simples: (a) lesão cortical anecoica com reforço acústico posterior (seta); (b) no ultrassom com contraste, a lesão não realça, confirmando o conteúdo líquido. Classificada como Bosniak I. Fonte: Masino F et al., Journal of Medical Ultrasonics, 2024, CC BY 4.0.

Cisto e hemangioma no fígado

O cisto hepático simples segue as mesmas regras do cisto do rim: anecoico, parede imperceptível, reforço posterior. É benigno e, em geral, não precisa de seguimento.

O hemangioma é o tumor benigno mais comum do fígado. É um novelo de pequenos vasos que, no ultrassom, aparece tipicamente como um nódulo claro (hiperecogênico), homogêneo e bem delimitado. Ele não vira câncer e, na maioria das vezes, não cresce de forma relevante.

O ponto central é o contexto. Em pessoa sem doença no fígado e sem câncer conhecido, um hemangioma com aspecto típico costuma ser apenas registrado, e o white paper do ACR para lesões hepáticas considera que lesões com aspecto benigno em pacientes de baixo risco, em geral, não exigem investigação. Já em quem tem cirrose, hepatite B crônica ou câncer em outro órgão, um nódulo claro não deve ser chamado de hemangioma só pela aparência, e costuma-se indicar tomografia ou ressonância com contraste. Explicamos isso em detalhe no guia sobre nódulo no fígado no ultrassom.

Cisto no ovário

Na mulher que menstrua, o ovário produz todo mês um folículo, que é um pequeno cisto de líquido, e depois o corpo lúteo. Ver um “cisto” no ovário, portanto, é muitas vezes ver o funcionamento normal do órgão.

Pelo consenso da SRU de 2019 e pelo O-RADS US do ACR:

  • Antes da menopausa, o cisto simples de até 3 cm é considerado fisiológico (folículo). Nem precisa ser descrito como lesão e não pede controle. No O-RADS, entra como O-RADS 1, ovário normal.
  • Cisto simples entre 3 e 5 cm antes da menopausa deve ser descrito, mas em geral não precisa de controle.
  • Cisto simples maior que 5 cm antes da menopausa costuma ganhar um ultrassom de controle, que a SRU considera razoável fazer em cerca de 1 ano.
  • Depois da menopausa, cisto simples de até 1 cm é considerado sem importância clínica. Acima de 1 cm, deve ser descrito, e a SRU considera razoável um controle anual.

O mesmo consenso lembra que cistos simples de até 10 cm, em qualquer idade, são quase sempre benignos, com risco de malignidade abaixo de 1%. O que muda tudo é o cisto deixar de ser simples: componente sólido, papilas, septos irregulares ou fluxo interno ao Doppler pedem a classificação O-RADS completa. Veja o passo a passo no nosso guia de O-RADS US v2022.

Nódulo de tireoide

Nódulos de tireoide são muito frequentes e aparecem às vezes em ultrassons de pescoço feitos por outro motivo, como o Doppler de carótidas. A grande maioria é benigna.

O ACR TI-RADS dá pontos para cinco características (composição, ecogenicidade, forma, margem e focos ecogênicos) e chega a uma categoria de TR1 a TR5. A conduta depende da categoria e do tamanho:

Categoria Punção (PAAF) indicada se Seguimento com ultrassom se
TR1 e TR2 Não indicada Não indicado
TR3 2,5 cm ou mais 1,5 cm ou mais
TR4 1,5 cm ou mais 1,0 cm ou mais
TR5 1,0 cm ou mais 0,5 cm ou mais

Ou seja, um nódulo pequeno e de aspecto benigno, em geral, não precisa de nada. Mais detalhes no guia de ultrassom de tireoide e TI-RADS.

Pólipo de vesícula

O pólipo de vesícula é uma saliência da parede para dentro da vesícula, fixa e sem sombra acústica, o que o diferencia da pedra. A maioria dos pólipos pequenos é de colesterol, sem risco de câncer.

Em 2022, o consenso da SRU mudou a conduta: o formato passou a pesar tanto quanto o tamanho.

  • Pólipo pediculado (em “bola na parede” ou com pedículo fino) de até 9 mm: em geral, sem seguimento.
  • Pólipo séssil (base larga) de até 6 mm: em geral, sem seguimento. De 7 a 9 mm, controle em 12 meses.
  • Pólipos de 10 a 14 mm entram em seguimento, e os de 15 mm ou mais vão para avaliação cirúrgica.
  • Pólipo com espessamento focal da parede ao lado é de risco indeterminado e tem limites menores.
Ultrassom da vesícula biliar mostrando lesão polipoide isoecoica presa à parede, imagens de ultrassom com contraste e lâmina de patologia de pólipo de colesterol
Figura 2. Pólipo de colesterol da vesícula: (a) lesão isoecoica de 1,4 x 0,6 cm presa à parede; (b, c) ultrassom com contraste com realce e lavagem iguais aos da parede; (d) patologia após a cirurgia confirmando pólipo de colesterol. Fonte: Zhang X et al., BMC Gastroenterology, 2022, CC BY 4.0.

A tabela completa está no nosso artigo comentado sobre o consenso SRU 2022 de pólipos de vesícula, e a diferença entre pedra, pólipo e lama está no guia de ultrassom de vesícula.

Pedrinha no rim

Cálculos pequenos dentro do rim, sem dilatação e sem sintomas, são achados frequentes. As diretrizes de urologia, como a da American Urological Association, aceitam em geral a vigilância ativa para cálculos renais assintomáticos e que não obstruem, com a decisão tomada junto ao urologista.

Dois cuidados técnicos: o ultrassom tende a superestimar o tamanho de cálculos pequenos, e nem todo ponto claro no rim é cálculo, pois calcificações vasculares e gordura do seio renal podem confundir. Por isso, o laudo deve dizer se há sombra acústica, o tamanho e se há dilatação do sistema coletor.

Nódulo na adrenal

As adrenais (suprarrenais) ficam acima dos rins e são difíceis de ver no ultrassom do adulto, por isso o achado é mais comum na tomografia. Quando o ultrassom sugere um nódulo, o white paper do ACR para adrenais orienta que nódulos menores que 1 cm em geral não precisam de investigação, e que os de 1 cm ou mais sejam caracterizados com tomografia ou ressonância, com avaliação hormonal conforme o caso. A maioria é um adenoma benigno e sem produção de hormônio.

Quando o seguimento é necessário e quando não é

De forma geral, o seguimento não é necessário quando:

  • A lesão tem aspecto tipicamente benigno (cisto simples, hemangioma típico em baixo risco, folículo, nódulo TR1 ou TR2).
  • O tamanho está abaixo do limite da diretriz do órgão.
  • A lesão já foi caracterizada antes e está estável.

O seguimento ou outro exame costuma ser indicado quando:

  • A lesão tem componente sólido, septos espessos, parede irregular ou fluxo ao Doppler.
  • O tamanho passa do limite da diretriz.
  • Há crescimento em relação a exame anterior.
  • O paciente tem risco aumentado, como cirrose, hepatite B, câncer conhecido ou pós-menopausa no caso do ovário.
  • Há sintomas ligados ao achado.

O que descrever no laudo

Para que o médico consiga aplicar a diretriz certa, o laudo de um achado incidental deve trazer:

  • Órgão, lado e localização da lesão.
  • Medidas em pelo menos dois eixos, e em três quando a diretriz usa volume ou maior dimensão.
  • Aspecto completo: conteúdo (anecoico ou não), parede, septos, componente sólido, sombra acústica e Doppler.
  • Termos da classificação do órgão quando existir: Bosniak, O-RADS, TI-RADS, categoria de risco SRU do pólipo.
  • Dados clínicos relevantes: idade, status menopausal, doença hepática ou câncer conhecido.
  • Comparação com exames anteriores, quando disponíveis.
  • Conclusão dizendo, quando cabível, que o aspecto é tipicamente benigno ou qual seguimento a diretriz sugere, em linguagem cuidadosa.

Erros comuns

Chamar de “nódulo” um cisto simples

A palavra “nódulo” assusta. Se o aspecto é de cisto simples, o laudo deve dizer isso com clareza.

Recomendar controle para tudo

Pedir controle de folículo de 2 cm ou de cisto renal simples gera exames sem benefício e ansiedade. As diretrizes existem justamente para evitar isso.

Omitir o dado que muda a conduta

Pólipo sem dizer se é pediculado ou séssil, cisto de ovário sem status menopausal e nódulo de tireoide sem as características do TI-RADS deixam o médico sem como aplicar a recomendação.

Usar a regra fora do contexto

Hemangioma “típico” em paciente com cirrose e cisto “simples” com fluxo ao Doppler não seguem as regras de baixo risco.

Perguntas frequentes

Achado incidental quer dizer que tenho câncer?

Não. A grande maioria dos achados incidentais no ultrassom é benigna. O laudo descreve tudo o que foi visto, e as diretrizes ajudam a separar o que pode ser deixado de lado do que merece controle.

Cisto no rim precisa de cirurgia?

Em geral, não. O cisto simples típico é benigno e não precisa de tratamento nem de controle. Cirurgia ou drenagem são consideradas em casos raros, quando o cisto causa dor ou compressão, ou quando tem aspecto complexo.

Cisto no ovário some sozinho?

Muitas vezes, sim. Folículos e cistos funcionais costumam desaparecer em alguns ciclos. Depois da menopausa, cistos simples pequenos também são quase sempre benignos, mas o controle é mais frequente.

O que devo perguntar ao médico?

Algumas perguntas úteis:

  • Esse achado tem aspecto benigno típico?
  • Preciso de algum exame complementar ou de controle? Em quanto tempo?
  • Isso tem relação com meus sintomas?
  • Alguma condição minha (idade, menopausa, doença no fígado, câncer anterior) muda a conduta?
  • Se eu fizer controle, o que significaria crescer ou ficar estável?

Leve sempre os exames anteriores, pois a comparação costuma responder a muitas dessas dúvidas.

Conclusão

Achados incidentais no ultrassom são comuns e, na grande maioria, benignos. Cisto simples no rim ou no fígado, hemangioma típico em pessoa de baixo risco, folículo de até 3 cm antes da menopausa, nódulo de tireoide TR1 ou TR2 e pólipo de vesícula pequeno e pediculado, em geral, não precisam de nada. O que pede atenção é o achado que foge do padrão: componente sólido, fluxo ao Doppler, tamanho acima do limite da diretriz, crescimento ou paciente de risco. Os white papers do ACR, o O-RADS, o TI-RADS e os consensos da SRU dão o roteiro, e o laudo completo é o que permite usá-los.

Se você quer que medidas, aspecto, Doppler e classificações como Bosniak, O-RADS, TI-RADS e a categoria de risco do pólipo tenham campo próprio no seu laudo, conheça o UltraLaudo, plataforma de laudos estruturados de ultrassonografia.


Referências

  • Berland LL, Silverman SG, Gore RM, et al. Managing incidental findings on abdominal CT: white paper of the ACR Incidental Findings Committee. Journal of the American College of Radiology, 2010.
  • Herts BR, Silverman SG, Hindman NM, et al. Management of the incidental renal mass on CT: a white paper of the ACR Incidental Findings Committee. Journal of the American College of Radiology, 2018.
  • Silverman SG, Pedrosa I, Ellis JH, et al. Bosniak classification of cystic renal masses, version 2019: an update proposal and needs assessment. Radiology, 2019.
  • Gore RM, Pickhardt PJ, Mortele KJ, et al. Management of incidental liver lesions on CT: a white paper of the ACR Incidental Findings Committee. Journal of the American College of Radiology, 2017.
  • Mayo-Smith WW, Song JH, Boland GL, et al. Management of incidental adrenal masses: a white paper of the ACR Incidental Findings Committee. Journal of the American College of Radiology, 2017.
  • Levine D, Patel MD, Suh-Burgmann EJ, et al. Simple adnexal cysts: SRU consensus conference update on follow-up and reporting. Radiology, 2019.
  • Strachowski LM, Jha P, Phillips CH, et al. O-RADS US v2022: an update from the American College of Radiology’s Ovarian-Adnexal Reporting and Data System US Committee. Radiology, 2023.
  • Tessler FN, Middleton WD, Grant EG, et al. ACR Thyroid Imaging, Reporting and Data System (TI-RADS): white paper of the ACR TI-RADS Committee. Journal of the American College of Radiology, 2017.
  • Kamaya A, Fung C, Szpakowski JL, et al. Management of incidentally detected gallbladder polyps: Society of Radiologists in Ultrasound consensus conference recommendations. Radiology, 2022.
  • Assimos D, Krambeck A, Miller NL, et al. Surgical management of stones: American Urological Association/Endourological Society guideline. Journal of Urology, 2016.

Este conteúdo tem finalidade educacional e não substitui a avaliação médica. A decisão sobre seguimento, exames complementares ou tratamento de qualquer achado cabe ao médico que acompanha o paciente.

Respostas

  1. Avatar de O ultrassom detecta câncer? O que o exame consegue e não consegue mostrar – UltraLaudo Blog

    […] cistos e nódulos sem importância, que geram ansiedade e mais exames. Esses são os chamados achados incidentais, descobertas por acaso que na maioria das vezes são […]

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  2. Avatar de Classificação de Bosniak 2019 e cisto renal no ultrassom: critérios e conduta – UltraLaudo Blog

    […] Pedir controle de cisto simples gera custo e ansiedade sem benefício; esse raciocínio está detalhado no nosso texto sobre achados incidentais no ultrassom. […]

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  3. Avatar de Baço aumentado (esplenomegalia) no ultrassom: medidas normais, causas e o que fazer – UltraLaudo Blog

    […] No ultrassom, em geral aparece como um nódulo arredondado, bem delimitado, com o mesmo aspecto do baço (mesma ecogenicidade) e, às vezes, um pequeno vaso vindo do hilo. Na grande maioria das vezes é assintomático e não exige seguimento. Ele importa em duas situações: pode ser confundido com linfonodo ou nódulo do pâncreas e, em pessoas que retiraram o baço por doenças como a púrpura trombocitopênica imune, um baço acessório que cresce pode explicar a volta da doença. Mais sobre achados que aparecem “por acaso” está no post de achados incidentais no ultrassom. […]

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