Elastografia hepática: atualização do consenso SRU (Barr, Radiology 2020), artigo comentado

Ilustração de elastografia hepática por ultrassom com ondas de cisalhamento atravessando o fígado

Em 2020, a Society of Radiologists in Ultrasound (SRU) publicou na Radiology a atualização do seu consenso sobre elastografia hepática por ultrassom, assinada por Richard Barr, Stephanie Wilson, Deborah Rubens, Guadalupe Garcia-Tsao e Giovanna Ferraioli. O documento revisou o protocolo de aquisição da elastografia por ondas de cisalhamento (shear wave) feita no aparelho de ultrassom e trocou as tabelas de corte por fabricante por uma regra única e fácil de memorizar, a “regra dos quatro”: 5, 9, 13 e 17 kPa. A mensagem prática cabe em uma frase: com protocolo correto e IQR/mediana de até 30%, valores abaixo de 9 kPa em geral afastam doença hepática crônica avançada compensada, valores acima de 13 kPa a confirmam e valores acima de 17 kPa sugerem hipertensão portal clinicamente significativa.

Ficha do artigo

Referência: Barr RG, Wilson SR, Rubens D, Garcia-Tsao G, Ferraioli G. Update to the Society of Radiologists in Ultrasound Liver Elastography Consensus Statement. Radiology. 2020;296(2):263-274.

DOI: 10.1148/radiol.2020192437

Tipo de estudo: declaração de consenso multidisciplinar (revisão da literatura publicada desde 2015 e opinião de especialistas), sem coleta de pacientes própria.

Amostra: não se aplica; o painel revisou os estudos disponíveis sobre elastografia por força de radiação acústica (ARFI).

Contexto: atualiza o consenso SRU de 2015 (Barr e colaboradores, Radiology). O presidente e a copresidente do painel redigiram a proposta, que foi revisada pelos demais membros de forma iterativa e depois pela diretoria executiva da SRU.

Por que este artigo importa

A elastografia virou exame de rotina, e quem faz o exame precisa responder a uma pergunta: esse fígado tem fibrose avançada ou não?

Até 2020, a resposta tinha dois problemas. Cada fabricante tinha seus próprios valores de corte, e os cortes eram expressos em estágios de fibrose da biópsia (escala METAVIR, de F0 a F4), cujos estágios intermediários se sobrepõem muito.

O consenso de 2020 mudou o foco para o que importa ao clínico: a probabilidade de doença hepática crônica avançada compensada (cACLD), termo do consenso de Baveno VI que reúne fibrose avançada e cirrose ainda sem descompensação (sem ascite, sangramento varicoso ou encefalopatia). É esse grupo que precisa de rastreamento de carcinoma hepatocelular e de varizes.

O que os autores fizeram

O painel revisou a literatura publicada desde 2015 e atualizou três frentes: o protocolo de aquisição, a interpretação dos valores e o seguimento. Os autores destacam três avanços do período:

  • Indicadores de qualidade. Os aparelhos passaram a oferecer mapas de qualidade ou de confiança da propagação da onda.
  • Padronização entre fabricantes. O trabalho da Quantitative Imaging Biomarkers Alliance (QIBA), com fantomas padronizados, reduziu a diferença entre sistemas para cerca de 10%, dentro do mesmo fabricante e entre fabricantes.
  • Tratamento eficaz das hepatites B e C. Após a supressão ou erradicação viral, a rigidez cai rapidamente, em parte pela redução da inflamação, e os cortes obtidos em pacientes virêmicos deixam de valer.

Três técnicas, um mesmo princípio

Toda elastografia hepática mede a velocidade de uma onda de cisalhamento no fígado: quanto mais rígido o tecido, mais rápido a onda se propaga. O que muda é como a onda é gerada e como a medida é guiada.

Técnica Como gera a onda Guia por imagem Observação prática
Elastografia transitória (TE, conhecida pelo FibroScan) Vibração mecânica externa Sem imagem em modo B convencional Grande base de literatura; cortes próprios
Point SWE (pSWE) Força de radiação acústica (ARFI) do próprio transdutor Modo B, com uma pequena caixa de medida Uma medida por aquisição
2D-SWE ARFI em várias zonas, com mapa colorido Modo B, com mapa de rigidez em tempo real Permite ver a homogeneidade e usar mapas de qualidade

O consenso de 2020 trata das técnicas ARFI (pSWE e 2D-SWE); a regra dos quatro não foi proposta para a elastografia transitória.

Olhar crítico: trata-se de um consenso, não de um estudo de acurácia. Os próprios autores dizem que os cortes se baseiam em alguns estudos publicados, e o documento não traz sensibilidade e especificidade próprias para a regra dos quatro.

Principais resultados

A regra dos quatro

O núcleo do artigo é a Tabela 2, válida para técnicas ARFI em hepatites virais e doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD):

Rigidez hepática Interpretação do consenso
≤ 5 kPa (1,3 m/s) Alta probabilidade de fígado normal
< 9 kPa (1,7 m/s) Na ausência de outros sinais clínicos, afasta cACLD; se houver sinais clínicos, pode exigir outro teste
9 a 13 kPa (1,7 a 2,1 m/s) Sugestivo de cACLD, mas precisa de outro teste para confirmação
> 13 kPa (2,1 m/s) Confirma (rule in) cACLD
> 17 kPa (2,4 m/s) Sugestivo de hipertensão portal clinicamente significativa (CSPH)

Há uma ressalva importante para a esteatose metabólica: em alguns pacientes com NAFLD os cortes para cACLD podem ser mais baixos, e o consenso recomenda seguimento ou testes adicionais quando o valor fica entre 7 e 9 kPa.

A regra foi apresentada como neutra em relação ao fabricante, em substituição a uma “regra dos cinco” (5, 10, 15, 20 kPa) citada pelo próprio painel em referência a Baveno VI. Os autores consideraram que tabelas específicas por fabricante não se justificavam, dada a sobreposição dos valores entre estágios de fibrose.

Protocolo de aquisição

A Tabela 1 do artigo resume como medir:

Item Recomendação
Jejum Pelo menos 4 horas
Posição Decúbito dorsal ou leve decúbito lateral esquerdo (até 30°), braço direito estendido acima da cabeça
Acesso Intercostal, no lobo direito, transdutor perpendicular à cápsula
Respiração Apneia em respiração neutra (sem inspiração ou expiração profundas)
Profundidade Caixa de medida pelo menos 15 a 20 mm abaixo da cápsula; o pulso ARFI é máximo a 4 a 4,5 cm do transdutor e se atenua por volta de 6 a 7 cm
Número de medidas, pSWE 10 medidas; aceitam-se menos (no mínimo 5) se o IQR/mediana estiver dentro do limite
Número de medidas, 2D-SWE 5 medidas quando há critérios de qualidade do fabricante; 10 se não houver avaliação de qualidade
Resultado Mediana das medidas com o IQR/mediana
Critério de confiabilidade IQR/mediana ≤ 30% em kPa ou ≤ 15% em m/s
Pré-requisito Boa imagem em modo B, porque a onda é rastreada pelo modo B

O IQR é o intervalo interquartil (percentil 75 menos percentil 25). Dividido pela mediana, mostra o quanto as medidas variaram.

Fatores de confusão

O consenso lista condições que aumentam a rigidez sem que haja fibrose e levam a superestimar o estágio:

  • inflamação hepática intensa, com AST e/ou ALT acima de cinco vezes o limite superior da normalidade, e hepatite aguda;
  • colestase obstrutiva;
  • congestão hepática, como na insuficiência cardíaca;
  • doenças infiltrativas, como amiloidose, linfoma e hematopoese extramedular;
  • hiperemia pós-prandial e exercício físico intenso.

A frase mais útil do artigo sobre esse tema: em todas essas condições, um valor dentro da faixa normal afasta fibrose significativa. O confundidor só “atrapalha” para cima.

Seguimento, baço e crianças

  • Seguimento: usar a variação (delta) ao longo do tempo, e não apenas o valor absoluto. Uma mudança é considerada clinicamente significativa quando o delta passa de 10%. Nos pacientes com hepatite viral tratada com sucesso, a nova linha de base é a medida feita após a erradicação ou supressão viral. O painel recomenda usar o mesmo equipamento nos controles.
  • Rigidez do baço: parece se correlacionar melhor com a pressão portal, mas o nível de evidência foi considerado baixo para uso de rotina.
  • Crianças: mesmo protocolo; sem apneia, o painel sugere um cine de 2D-SWE de até 30 segundos e a escolha de uma imagem estável.

O que muda na prática do ultrassonografista

1. Memorize quatro números, não uma tabela por aparelho. 5, 9, 13 e 17 kPa respondem às perguntas “é normal?”, “afasta cACLD?”, “confirma cACLD?” e “há risco de hipertensão portal?”.

2. Converta m/s e kPa com cuidado. Os aparelhos medem velocidade (m/s) e calculam o módulo de Young (kPa) pela fórmula E = 3ρc², assumindo densidade de cerca de 1.000 kg/m³ e um tecido elástico e homogêneo. Na prática, kPa ≈ 3 × (m/s)²: 1,3 m/s dá cerca de 5 kPa, 1,7 m/s cerca de 9 kPa, 2,1 m/s cerca de 13 kPa e 2,4 m/s cerca de 17 kPa. Como a relação é quadrática, a dispersão relativa praticamente dobra em kPa, e por isso o limite do IQR/mediana é de 15% em m/s e de 30% em kPa. Não aplique o limite de 30% a um resultado em m/s.

3. Não misture cortes de técnicas diferentes. Os valores de corte da elastografia transitória não devem ser transpostos para pSWE ou 2D-SWE, e vice-versa. O laudo deve dizer qual técnica foi usada.

4. Prepare o paciente. Jejum de 4 horas, sem exercício intenso antes, posição padronizada e apneia neutra. Pedir “puxe o ar e segure” costuma piorar a medida.

5. Escolha a janela antes de medir. Procure um segmento do lobo direito sem vasos calibrosos, ductos ou artefatos de reverberação, com a caixa entre 1,5 e 2 cm abaixo da cápsula e dentro da zona ótima de profundidade do pulso. No 2D-SWE, use o mapa de qualidade para posicionar a região de interesse onde a propagação é confiável.

6. Obesidade: profundidade é o limite. O consenso não traz um capítulo sobre obesidade, mas a Tabela 1 explica o problema: o pulso ARFI é máximo a 4 a 4,5 cm do transdutor e se atenua por volta de 6 a 7 cm. Quando o tecido subcutâneo é espesso, o fígado fica longe demais. Em geral, ajuda mudar o espaço intercostal e comprimir levemente o subcutâneo. Um IQR/mediana alto é resultado não confiável, e o laudo deve dizer isso.

7. Variabilidade entre fabricantes é real, mas menor. A diferença de cerca de 10% entre sistemas equivale à variação considerada significativa no seguimento: compare exames no mesmo aparelho e com a mesma técnica.

8. Esteatose: menção breve. O consenso de 2020 considerou que ainda não havia evidência suficiente para recomendar a quantificação de gordura por ultrassom. Desde então, ferramentas como o coeficiente de atenuação em aparelhos convencionais e o CAP (parâmetro de atenuação controlada) da elastografia transitória ganharam espaço. São medidas diferentes da rigidez e devem aparecer em linhas separadas do laudo. Os detalhes estão no nosso texto sobre esteatose hepática no ultrassom.

9. A elastografia não substitui o exame do fígado. Avalie contornos, ecotextura, sinais de hipertensão portal e lesões focais. Um nódulo em fígado rígido tem outro peso, como discutimos em nódulo no fígado no ultrassom.

Como levar para o laudo

O consenso diz o que o laudo deve conter: fabricante do sistema, técnica (pSWE ou 2D-SWE), transdutor usado, número de aquisições, IQR/mediana e conclusão. O artigo traz um exemplo de laudo na Figura 5. Exemplos de frases:

Resultado confiável, baixa probabilidade de cACLD

  • “Elastografia hepática por 2D-SWE (equipamento [fabricante], transdutor convexo), via intercostal no lobo direito, em jejum de 4 horas e apneia neutra. Cinco aquisições com critérios de qualidade do equipamento. Mediana de 6,1 kPa (1,43 m/s), IQR/mediana de 12%. Exame confiável. Valor abaixo de 9 kPa, que, na ausência de outros sinais clínicos, afasta doença hepática crônica avançada compensada (regra dos quatro, SRU 2020).”

Zona intermediária

  • “Elastografia hepática por pSWE, dez aquisições. Mediana de 10,8 kPa, IQR/mediana de 18%. Valor entre 9 e 13 kPa, sugestivo de doença hepática crônica avançada compensada, a ser confirmado com outro teste e correlação clínica.”

Valor alto

  • “Mediana de 18,5 kPa, IQR/mediana de 21%. Valor acima de 13 kPa, compatível com doença hepática crônica avançada compensada, e acima de 17 kPa, sugestivo de hipertensão portal clinicamente significativa.”

Resultado não confiável ou com fatores de confusão

  • “IQR/mediana de 38% apesar de dez aquisições, por limitação da janela acústica (distância pele-cápsula aumentada). Resultado não confiável para estadiamento.”

Em um laudo estruturado, vale ter campos próprios para: equipamento, técnica, transdutor, jejum, número de aquisições, mediana em kPa e em m/s, IQR/mediana, confiabilidade (calculada a partir do IQR/mediana e da unidade), faixa da regra dos quatro, fatores de confusão presentes e, em seguimento, valor anterior e delta percentual. Atenuação ou fração de gordura, quando medidas, ficam em campo separado.

Limitações e críticas

  • Evidência de consenso. A regra dos quatro se apoia em estudos selecionados e na opinião do painel, sem validação prospectiva própria no artigo.
  • Escopo restrito. Os cortes valem para hepatites virais e NAFLD. Doença alcoólica, doenças colestáticas e outras causas não estão cobertas pela tabela.
  • Rigidez não é fibrose. Inflamação, congestão, colestase e alimentação elevam o valor. O consenso lembra que a medida reflete rigidez, e não fibrose.
  • NAFLD e obesidade. O documento admite cortes possivelmente mais baixos na NAFLD, e a perda do pulso ARFI em profundidade limita o exame justamente em quem mais precisa dele. Desde 2023, a nomenclatura passou de NAFLD para MASLD.
  • Diferença residual entre fabricantes. Cerca de 10% ainda é suficiente para mudar a faixa de um paciente perto de um corte.
  • Atualizações posteriores. Em 2022, o consenso de Baveno VII (de Franchis e colaboradores, J Hepatol) consolidou para a elastografia transitória a chamada “regra dos cinco” (5, 10, 15, 20 e 25 kPa): abaixo de 10 kPa, cACLD em geral é afastada; até 15 kPa com plaquetas a partir de 150.000/mm³, a hipertensão portal clinicamente significativa é afastada; a partir de 25 kPa, ela é considerada presente. Esses cortes são da elastografia transitória e não substituem a regra dos quatro para pSWE e 2D-SWE.

Dúvidas frequentes de quem lauda

Posso usar a regra dos quatro em qualquer aparelho?

Sim, para pSWE e 2D-SWE, desde que o protocolo e o critério de qualidade sejam seguidos. Foi exatamente para isso que o painel a propôs como neutra em relação ao fabricante. Para a elastografia transitória, use os cortes próprios da técnica.

Devo laudar em kPa ou em m/s?

As duas unidades são aceitas. O importante é usar o limite de IQR/mediana certo para cada uma (30% em kPa, 15% em m/s). Muitos serviços informam as duas para facilitar a comparação com exames anteriores e com a literatura.

O paciente comeu antes do exame. Faço assim mesmo?

O ideal é remarcar ou aguardar completar 4 horas de jejum, porque a hiperemia pós-prandial pode elevar a rigidez. Se o exame for feito, registre a limitação. Um valor normal, mesmo sem jejum, continua afastando fibrose significativa.

Qual variação vale a pena comentar no seguimento?

O consenso considera significativa uma variação acima de 10%, de preferência no mesmo equipamento. Informe o valor anterior, a data e o delta percentual.

Conclusão

A atualização da SRU de 2020 tornou a elastografia hepática por pSWE e 2D-SWE mais simples e mais útil para o clínico: um protocolo padronizado, um critério de qualidade claro (IQR/mediana ≤ 30% em kPa) e uma regra neutra em relação ao fabricante, com 5, 9, 13 e 17 kPa ligados à probabilidade de cACLD e de hipertensão portal. O valor da medida depende de jejum, apneia neutra, profundidade correta e atenção aos fatores de confusão, e o laudo precisa dizer como o número foi obtido.

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Referências

  • Barr RG, Wilson SR, Rubens D, Garcia-Tsao G, Ferraioli G. Update to the Society of Radiologists in Ultrasound Liver Elastography Consensus Statement. Radiology, 2020;296(2):263-274. DOI: 10.1148/radiol.2020192437.
  • Barr RG, Ferraioli G, Palmeri ML, et al. Elastography Assessment of Liver Fibrosis: Society of Radiologists in Ultrasound Consensus Conference Statement. Radiology, 2015;276(3):845-861. DOI: 10.1148/radiol.2015150619.
  • Ferraioli G, Filice C, Castera L, et al. WFUMB guidelines and recommendations for clinical use of ultrasound elastography: Part 3: liver. Ultrasound in Medicine & Biology, 2015;41(5):1161-1179. DOI: 10.1016/j.ultrasmedbio.2015.03.007.
  • de Franchis R, Bosch J, Garcia-Tsao G, et al. Baveno VII: Renewing consensus in portal hypertension. Journal of Hepatology, 2022;76(4):959-974. DOI: 10.1016/j.jhep.2021.12.022.

Este conteúdo tem finalidade educacional e é voltado a profissionais e estudantes de ultrassonografia. Não substitui a avaliação médica individual nem a leitura das publicações originais da SRU e do consenso de Baveno. A interpretação da elastografia deve ser integrada aos dados clínicos e laboratoriais pelo médico que acompanha o paciente.

Respostas

  1. Avatar de Ultrassom do fígado na cirrose e rastreamento do hepatocarcinoma – UltraLaudo Blog

    […] A elastografia mede a rigidez do fígado, que aumenta com a fibrose. Ela ajuda a identificar a doença hepática crônica avançada compensada antes que os sinais do modo B apareçam e a estimar o risco de hipertensão portal clinicamente significativa. Os valores de corte dependem do método (elastografia transitória, pSWE ou 2D-SWE). Para os critérios das sondas de ultrassom, o consenso da Society of Radiologists in Ultrasound propõe a “regra dos quatro”, que comentamos no artigo sobre a elastografia hepática e o consenso SRU 2020. […]

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  2. Avatar de US LI-RADS na vigilância do carcinoma hepatocelular (Morgan, Abdom Radiol 2018): artigo comentado – UltraLaudo Blog

    […] O artigo de Morgan e colaboradores transformou o ultrassom de vigilância de CHC em um exame com linguagem comum: três categorias com conduta definida, o limiar de 10 mm, o trombo novo em veia como critério positivo e, principalmente, o escore de visualização, que obriga o laudo a dizer se o fígado foi realmente visto. A validação posterior mostrou que o VIS-C derruba a sensibilidade, e a versão 2024 respondeu com conduta própria para esses casos. Para quem já domina a avaliação do fígado crônico, vale também revisar nosso artigo comentado sobre a elastografia hepática no consenso SRU 2020. […]

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  3. Avatar de Hipertensão portal no Doppler: sinais e como laudar – UltraLaudo Blog

    […] Pelo consenso Baveno VII, em doença hepática crônica avançada compensada, rigidez hepática ≥ 25 kPa por elastografia transitória indica hipertensão portal clinicamente significativa, e ≤ 15 kPa com plaquetas ≥ 150 mil/mm³ praticamente a exclui; os detalhes de técnica e qualidade estão no nosso artigo comentado sobre elastografia hepática e o consenso SRU. […]

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  4. Avatar de Quantificação de esteatose hepática no ultrassom: atenuação, HRI e CAP – UltraLaudo Blog

    […] para S1 ou mais de 0,926 com UGAP e 0,878 com CAP. O consenso da SRU de 2020, comentado no nosso artigo sobre o consenso de elastografia de Barr, ainda considerava a evidência insuficiente para recomendar quantificação de […]

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