Hérnia inguinal no ultrassom e hérnias da parede abdominal: técnica dinâmica e laudo

Ilustração de transdutor linear de ultrassom sobre a região inguinal com a parede abdominal em destaque

A hérnia inguinal no ultrassom é classificada pela relação do colo com os vasos epigástricos inferiores: colo lateral a eles, entrando pelo anel inguinal profundo, é hérnia indireta; colo medial, no triângulo de Hesselbach, é hérnia direta; saco abaixo do ligamento inguinal e medial à veia femoral é hérnia femoral. O exame é obrigatoriamente dinâmico: transdutor linear, repouso, Valsalva e tosse e, se negativo, ortostatismo. Na parede anterior, a diástase dos retos é definida pela EHS (2021) como distância inter-retos acima de 2 cm, e o laudo deve trazer localização, largura do colo, conteúdo e redutibilidade.

Resumo rápido

  • Técnica: transdutor linear, bilateral, repouso e Valsalva ou tosse; ortostatismo se negativo em decúbito.
  • Referência-chave: vasos epigástricos inferiores na origem. Lateral = indireta; medial = direta; abaixo do ligamento e medial à veia femoral = femoral.
  • Acurácia: pelo HerniaSurge (2018), o diagnóstico é clínico na maioria; imagem só na dúvida. Na hérnia oculta, o US tem valor preditivo positivo de cerca de 86%, mas sensibilidade e especificidade variam muito entre estudos (Kwee e Kwee, 2018).
  • O que medir: largura do colo (defeito fascial) em dois planos e maior dimensão do saco.
  • Sofrimento: alça irredutível com líquido no saco, parede espessada, sem peristalse e com fluxo reduzido sugere estrangulamento.
  • Femoral: risco de estrangulamento muito maior que o da inguinal; destaque no laudo.

Técnica dinâmica: como pesquisar hérnia inguinal no ultrassom

Sequência baseada nas revisões de técnica (Jamadar e colaboradores, AJR 2006; Jansen e Yielder, 2018). Use transdutor linear de alta frequência; em obesos, o convexo ajuda a ver o saco profundo.

  1. Posição e queixa. Decúbito dorsal; pergunte o ponto de abaulamento ou dor e examine os dois lados.
  2. Ache os vasos epigástricos inferiores. Em corte transversal, identifique a artéria e a veia ilíacas externas no quadrante inferior e siga em sentido caudal até a origem dos vasos epigástricos inferiores, logo acima do ligamento inguinal. O Doppler colorido facilita.
  3. Anel inguinal profundo. Gire o transdutor para alinhar com o canal inguinal (paralelo ao ligamento) sobre a origem dos vasos. O anel profundo fica imediatamente lateral a eles; o funículo espermático ou o ligamento redondo marcam o canal.
  4. Valsalva e tosse. Com o transdutor parado sobre o anel e depois sobre o triângulo de Hesselbach, peça Valsalva sustentada e tosse. Observe de onde o conteúdo sai em relação aos vasos.
  5. Região femoral. Desça abaixo do ligamento inguinal, em corte transversal sobre a veia femoral comum, e repita a manobra. O canal femoral fica medial à veia.
  6. Ortostatismo. Se a avaliação em decúbito for negativa com queixa clínica clara, repita em pé. Algumas hérnias só aparecem com o peso das vísceras.
  7. Redutibilidade. Tente reduzir com compressão gradual e registre se reduz total, parcial ou não reduz.

Comprima pouco durante a manobra: pressão excessiva reduz a hérnia e gera falso negativo.

Ultrassom da virilha esquerda antes e durante a manobra de Valsalva mostrando protrusão de partes moles no canal inguinal, medial aos vasos epigástricos inferiores
Figura 1. Virilha esquerda antes (a) e durante (b) a manobra de Valsalva: protrusão de partes moles no canal inguinal (seta vazada) medial aos vasos epigástricos inferiores (rótulo “EPIGASTRIC”), a referência que separa a hérnia direta (medial) da indireta (lateral). Fonte: Chiu MK et al., Hernia 2023, CC BY 4.0.

Indireta, direta ou femoral: como diferenciar

Tipo Onde está o colo Trajeto com Valsalva Pistas no exame
Inguinal indireta Lateral aos vasos epigástricos inferiores, no anel inguinal profundo Entra no canal e desliza em sentido medial e anterior, ao longo do funículo ou do ligamento redondo; pode chegar à bolsa escrotal ou ao grande lábio Mais comum em todas as idades; conteúdo “anda” dentro do canal
Inguinal direta Medial aos vasos epigástricos inferiores, no triângulo de Hesselbach Abaula para a frente, através da parede posterior do canal, sem percorrer o canal Colo em geral largo; mais comum em homens idosos
Femoral Abaixo do ligamento inguinal, medial à veia femoral comum Desce pelo canal femoral; pode comprimir a veia durante a manobra Mais frequente em mulheres; maior risco de encarceramento e estrangulamento

Na metanálise de Kwee e Kwee (2018), o ultrassom classificou corretamente hérnias inguinais x femorais em 94,4% a 99,1% dos casos, em dados de quatro estudos. A distinção indireta x direta erra mais quando o colo fica junto aos vasos ou na hérnia em “pantalona” (as duas ao mesmo tempo).

Hérnias da parede abdominal anterior: umbilical, epigástrica e incisional

Na linha média e nas cicatrizes: transdutor linear, cortes transversais e longitudinais, repouso e Valsalva ou elevação da cabeça.

  • Umbilical: defeito no anel umbilical. Diferencie de paraumbilical, que sai pela linha alba logo acima ou abaixo do anel.
  • Epigástrica: defeito na linha alba entre o xifoide e o umbigo, muitas vezes pequeno e com gordura pré-peritoneal; pode haver mais de um defeito.
  • Incisional: defeito na cicatriz ou no trajeto de trocarte. Varra toda a cicatriz, porque defeitos múltiplos são comuns.

A classificação da European Hernia Society (Muysoms e colaboradores, 2009) usa a largura do defeito:

Situação Critério Fonte
Hérnia ventral primária (umbilical, epigástrica) Pequena abaixo de 2 cm; média de 2 a 4 cm; grande acima de 4 cm (largura do defeito) EHS, Muysoms et al., 2009
Hérnia incisional W1 abaixo de 4 cm; W2 de 4 a 10 cm; W3 acima de 10 cm (largura do defeito) EHS, Muysoms et al., 2009
Hérnia umbilical ou epigástrica, escolha da técnica Tela sugerida para defeitos a partir de cerca de 1 cm EHS/AHS, Henriksen et al., 2020
Diástase dos retos Distância inter-retos acima de 2 cm EHS, Hernández-Granados et al., 2021

As fontes divergem nos cortes para umbilical e epigástrica (2 e 4 cm em 2009; 1 cm para tela em 2020). Por isso o laudo deve trazer a medida em centímetros, e não só “pequena” ou “grande”.

Diástase dos retos: distância inter-retos

A diástase é o alargamento da linha alba sem defeito fascial, portanto não é hérnia, embora coexista com frequência com hérnia umbilical ou epigástrica.

A diretriz da EHS (Hernández-Granados e colaboradores, BJS 2021) define diástase como separação entre os retos maior que 2 cm, sugere exame clínico para o diagnóstico na maioria dos casos e, para medida mais precisa, ultrassom ou paquímetro 3 cm acima do umbigo. A classificação proposta combina largura da separação, status pós-gestação e presença de hérnia associada. A evidência foi considerada de baixa qualidade.

Os valores de normalidade variam com a população. Em mulheres nulíparas, Beer e colaboradores (2009) propuseram como limite superior (percentil 90) 15 mm logo abaixo do xifoide, 22 mm a 3 cm acima do umbigo e 16 mm a 2 cm abaixo do umbigo. Estudos em outras populações encontraram percentis bem diferentes, e não há consenso sobre medir em repouso ou com contração.

Quatro cortes transversais de ultrassom da parede abdominal com caliper entre as bordas mediais dos músculos retos, medindo 4,30 cm acima do umbigo, 3,40 cm abaixo do umbigo e 3,86 cm mais 1,26 cm na altura do umbigo
Figura 2. Diástase dos retos em mulher de 40 anos com uma gestação prévia, em cortes transversais: caliper entre as bordas mediais dos retos (setas) acima do umbigo (a, 4,30 cm) e abaixo do umbigo (b, 3,40 cm); na altura do umbigo, a medida foi feita com dois calipers (c, 3,86 cm; d, 1,26 cm). O ponto sugerido pela EHS é 3 cm acima do umbigo. Fonte: He K et al., Insights into Imaging 2021, CC BY 4.0.

Na prática: meça entre as bordas mediais dos retos, informe nível e condição (repouso ou contração) e procure defeito na linha alba ao longo de toda a diástase.

Conteúdo do saco: gordura, alça ou líquido

Conteúdo Aspecto no ultrassom Implicação
Gordura pré-peritoneal ou omento Ecogênico, homogêneo, compressível, sem peristalse, sem parede própria O mais comum; encarceramento de gordura em geral não é emergência
Alça intestinal Parede em camadas (“assinatura do intestino”), conteúdo gasoso ou líquido, peristalse Descreva calibre, parede, peristalse e fluxo ao Doppler
Líquido Anecoico; pode ser ascite que entrou no saco ou líquido reacional Líquido em saco com alça encarcerada é sinal de alerta

Encarceramento e estrangulamento: sinais de alerta

Encarceramento é o conteúdo que não reduz; estrangulamento é o comprometimento vascular dele. Dor, irredutibilidade e obstrução indicam avaliação cirúrgica imediata, com ou sem imagem.

Rettenbacher e colaboradores (AJR, 2001) estudaram prospectivamente 149 hérnias da parede abdominal com confirmação cirúrgica (23 encarceradas) para definir sinais ultrassonográficos de encarceramento. Os achados mais usados:

  • não redução com compressão gradual e ausência de mobilidade do conteúdo ao Valsalva;
  • líquido livre no saco herniário;
  • alça com parede espessada, conteúdo líquido e dilatada dentro do saco;
  • alças dilatadas a montante, sugerindo obstrução;
  • ausência de peristalse na alça herniada;
  • fluxo reduzido ou ausente ao Doppler na parede da alça.

Nenhum sinal isolado é decisivo. Fluxo ausente é sinal tardio (o fluxo venoso se perde antes do arterial), e fluxo presente não exclui sofrimento inicial. Ausência de peristalse é sensível, mas pouco específica. A soma de sinais é o que deve motivar comunicação imediata ao médico assistente.

A hérnia femoral merece atenção especial. Na série de Gallegos e colaboradores (Br J Surg, 1991), a probabilidade cumulativa de estrangulamento foi de 22% em 3 meses e 45% em 21 meses para hérnias femorais, contra 2,8% em 3 meses e 4,5% em 2 anos para inguinais. A amostra femoral era pequena (37 hérnias), mas sustenta a correção precoce.

Acurácia do ultrassom na hérnia inguinal

A diretriz internacional HerniaSurge (2018) recomenda que o diagnóstico de hérnia inguinal evidente seja feito pelo exame físico. Quando o diagnóstico está em dúvida, ultrassom, RM dinâmica ou TC podem ser necessários. Na prática, o ultrassom é o primeiro exame na dor inguinal sem abaulamento palpável.

  • Hérnia oculta (sem abaulamento ao exame físico): a metanálise de Robinson e colaboradores (Surg Endosc, 2013) encontrou sensibilidade de 86% e especificidade de 77% para o ultrassom, contra 91% e 83% da herniografia e 80% e 65% da TC.
  • Revisão mais recente: Kwee e Kwee (Eur Radiol, 2018), com 16 estudos: sensibilidade, especificidade e valor preditivo negativo na hérnia oculta não podem ser determinados com segurança (viés de verificação); os dois estudos sem esse viés tiveram sensibilidades de 29,4% e 90,9%. O valor preditivo positivo agrupado foi de 85,6% (IC 95% 76,5 a 92,7%), e os autores lembram que a acurácia depende muito do examinador.

Tradução: ultrassom positivo é, em geral, confiável; negativo com dor típica não exclui hérnia, e a RM dinâmica é a alternativa.

Armadilhas e erros comuns

  • Exame só em repouso ou com compressão excessiva. São as principais causas de hérnia “não vista”.
  • Não identificar os vasos epigástricos. Sem essa referência, a classificação indireta x direta vira palpite.
  • Lipoma do cordão x hérnia. O lipoma não se desloca com Valsalva; a hérnia de gordura desliza e aumenta.
  • Confundir hérnia femoral com linfonodo ou variz da safena. Linfonodo tem hilo e não muda com a manobra; a variz da safena enche com Valsalva, mas tem fluxo ao Doppler. Veja o guia de ínguas e linfonodos no ultrassom.
  • Chamar diástase de hérnia. Diástase não tem defeito fascial; descreva a distância inter-retos e procure hérnia associada.
  • Abaulamento escrotal. Hidrocele, cisto de cordão e varicocele também simulam hérnia; veja o post sobre ultrassom de bolsa escrotal.

O que descrever no laudo

O laudo deve dizer ao cirurgião onde está o defeito, seu tamanho, o conteúdo e se há risco imediato. Inclua:

  • técnica: transdutor, manobras realizadas (repouso, Valsalva, tosse, ortostatismo) e lado avaliado;
  • localização e tipo: indireta, direta, femoral, umbilical, epigástrica, incisional, Spiegel; na virilha, a relação com os vasos epigástricos inferiores;
  • largura do colo (defeito fascial) em centímetros, em dois planos quando possível;
  • maior dimensão do saco, até onde ele chega e o conteúdo;
  • se aparece só com manobra ou já em repouso, e se é redutível;
  • sinais de sofrimento, quando há alça;
  • diástase: distância inter-retos em milímetros, nível e condição da medida;
  • lado contralateral e comparação com exames prévios.

Frases-modelo

  • Inguinal indireta: “À direita, durante manobra de Valsalva, observa-se protrusão de conteúdo com aspecto de gordura através do anel inguinal profundo, lateral aos vasos epigástricos inferiores, insinuando-se no canal inguinal. Colo com 1,2 cm. Redutível espontaneamente ao repouso. Conclusão: hérnia inguinal indireta à direita, com conteúdo adiposo, redutível.”
  • Femoral: “À direita, saco herniário abaixo do ligamento inguinal e medial à veia femoral comum, com conteúdo adiposo, que aumenta com Valsalva e reduz parcialmente à compressão. Conclusão: hérnia femoral à direita. Considerar avaliação cirúrgica precoce.”
  • Negativo: “Avaliação dinâmica das regiões inguinais e femorais, em decúbito e em ortostatismo, com Valsalva e tosse, sem evidência de hérnia. A critério clínico, RM dinâmica pode complementar.”
  • Umbilical: “Defeito no anel umbilical medindo 1,4 x 1,1 cm, com protrusão de gordura pré-peritoneal ao esforço, redutível à compressão. Conclusão: hérnia umbilical com conteúdo adiposo, redutível.”
  • Encarcerada com sinais de sofrimento: “Hérnia incisional infraumbilical com colo de 1,8 cm, contendo alça de delgado com parede espessada, conteúdo líquido e ausência de peristalse, associada a líquido livre no saco e fluxo reduzido ao Doppler. Irredutível à compressão. Alças de delgado a montante dilatadas. Achados sugestivos de hérnia encarcerada com sinais de sofrimento de alça. Resultado comunicado ao médico assistente.”
  • Diástase: “Afastamento dos músculos retos abdominais, com distância inter-retos de 34 mm a 3 cm acima da cicatriz umbilical (repouso), sem defeito na linha alba identificado. Conclusão: diástase dos músculos retos abdominais.”

Para nódulos da parede e do subcutâneo, veja o guia de ultrassom de partes moles.

Quando escalonar

  • Urgência cirúrgica: hérnia irredutível e dolorosa, sinais de sofrimento de alça ou obstrução intestinal. Comunique na hora.
  • Hérnia femoral: mesmo assintomática, deve ser destacada no laudo pelo risco de estrangulamento.
  • Dor inguinal com ultrassom negativo: RM dinâmica é a opção quando a dúvida persiste; ela também avalia causas musculoesqueléticas da dor na virilha.
  • Incisional grande ou com múltiplos defeitos: TC ajuda no planejamento cirúrgico.

Perguntas frequentes

Como diferenciar hérnia inguinal direta de indireta no ultrassom?

Pela posição do colo em relação aos vasos epigástricos inferiores: lateral a eles, no anel inguinal profundo, é indireta; medial, no triângulo de Hesselbach, é direta. Identifique os vasos na origem, junto à ilíaca externa, antes da manobra de Valsalva.

O ultrassom exclui hérnia inguinal?

Não com segurança. O valor preditivo positivo é alto (cerca de 86% na hérnia oculta), mas a sensibilidade varia muito entre estudos e depende do examinador. Com dor típica e ultrassom negativo, RM dinâmica é a alternativa.

Qual a distância inter-retos normal?

A EHS (2021) define diástase como separação acima de 2 cm. Em nulíparas, Beer e colaboradores propuseram limites de 15 mm abaixo do xifoide, 22 mm a 3 cm acima do umbigo e 16 mm a 2 cm abaixo do umbigo.

Conclusão

O ultrassom da hérnia depende de técnica dinâmica e de referência anatômica: vasos epigástricos inferiores para inguinal, ligamento inguinal e veia femoral para femoral. Um exame positivo é em geral confiável; um negativo não exclui hérnia oculta. O laudo útil traz largura do colo, conteúdo, redutibilidade e sinais de sofrimento, e trata diástase como diástase, com a distância inter-retos medida.

Se você quer que tipo de hérnia, relação com os vasos epigástricos, largura do colo, conteúdo, redutibilidade e distância inter-retos tenham campo próprio no laudo, conheça o UltraLaudo, plataforma de laudos estruturados de ultrassonografia.


Referências

  • HerniaSurge Group. International guidelines for groin hernia management. Hernia, 2018;22(1):1-165. doi:10.1007/s10029-017-1668-x.
  • Kwee RM, Kwee TC. Ultrasonography in diagnosing clinically occult groin hernia: systematic review and meta-analysis. European Radiology, 2018;28(11):4550-4560. doi:10.1007/s00330-018-5489-9.
  • Robinson A, Light D, Kasim A, Nice C. A systematic review and meta-analysis of the role of radiology in the diagnosis of occult inguinal hernia. Surgical Endoscopy, 2013;27(1):11-18.
  • Jamadar DA, Jacobson JA, Morag Y, et al. Sonography of inguinal region hernias. American Journal of Roentgenology, 2006;187(1):185-190. doi:10.2214/AJR.05.1813.
  • Jansen M, Yielder P. Revisão da técnica ultrassonográfica na avaliação da hérnia inguinal. Journal of Medical Radiation Sciences, 2018.
  • Rettenbacher T, Hollerweger A, Macheiner P, et al. Abdominal wall hernias: cross-sectional imaging signs of incarceration determined with sonography. American Journal of Roentgenology, 2001;177(5):1061-1066. doi:10.2214/ajr.177.5.1771061.
  • Gallegos NC, Dawson J, Jarvis M, Hobsley M. Risk of strangulation in groin hernias. British Journal of Surgery, 1991;78(10):1171-1173.
  • Muysoms FE, Miserez M, Berrevoet F, et al. Classification of primary and incisional abdominal wall hernias. Hernia, 2009;13(4):407-414.
  • Henriksen NA, Montgomery A, Kaufmann R, et al. Guidelines for treatment of umbilical and epigastric hernias from the European Hernia Society and Americas Hernia Society. British Journal of Surgery, 2020;107(3):171-190. doi:10.1002/bjs.11489.
  • Hernández-Granados P, Henriksen NA, Berrevoet F, et al. European Hernia Society guidelines on management of rectus diastasis. British Journal of Surgery, 2021;108(10):1189-1191.
  • Beer GM, Schuster A, Seifert B, et al. The normal width of the linea alba in nulliparous women. Clinical Anatomy, 2009;22(6):706-711.

Conteúdo educativo destinado a profissionais de saúde. Não substitui o julgamento clínico nem as diretrizes institucionais; valores de referência e condutas devem ser interpretados no contexto de cada paciente.

Deixe um comentário